AUTO-ESTIMA

Minha vida com um adicto me levou a absorver seu sofrimento, insegurança e medo, realçando meu sentimento de culpa e afetando minha auto-estima. Sentia-me pequena e agressiva.

A minha doença chegou a um ponto tal que eu fui deixando de viver a minha vida e fui esquecendo de ser o que eu era. Cada dia me sentia com mais raiva, angústia e revolta. Deixei de sentir prazer em viver e fui me afastando das pessoas.

Depois de muitas tentativas para encontrar soluções para os meus problemas, conheci uma sala de Nar-Anon e lá tomei consciência de que minha auto-estima e minha capacidade de amar estavam quase anuladas. A programação do Nar-Anon, o carinho e a compreensão dos companheiros na sala me ensinaram o quanto era importante que eu amasse a mim mesma e investisse muito em aumentar minha auto-estima.

O ato de amar a mim mesma, exatamente como sou, me permitiu um crescimento espiritual que me facilitou aceitar a individualidade das outras pessoas, amando-as como elas são. Isso me ajudou a melhorar meu relacionamento com o meu Poder Superior e com todas as outras pessoas, inclusive o adicto.



Reflexão de Hoje

Hoje sou grata ao programa por ter me ensinado a amar e transmitir amor. Meu amor próprio e minha auto-estima melhorados me permitem viver uma vida mais gratificante, aceitando as coisas que eu não posso modificar e dando-me mais coragem para modificar aquelas que posso.



O verdadeiro amor nasce da vontade de se empenhar ao máximo para nutrir o próprio crescimento espiritual ou o de outra pessoa.”

M. Scott Peck